Especialidades

Check-up Clínico Geral

A consulta com o clínico geral é importante para identificar e prevenir doenças. Durante o atendimento, o médico solicita exames e avalia a condição de saúde do paciente de forma individualizada, com base em seu estilo de vida, alimentação, doenças preexistentes e histórico familiar.

Diabetes

Pacientes diabéticos precisam de acompanhamento médico constante e devem manter dietas restritivas, de acordo com a orientação médica. O diabetes é uma doença caracterizada pela deficiência total ou parcial de insulina, hormônio responsável por controlar os níveis de glicose no sangue. Nesta condição, a ingestão do açúcar eleva os níveis de glicose rapidamente, resultando na hiperglicemia.

Em longo prazo, a hiperglicemia pode levar a várias complicações crônicas em diversos órgãos, como cegueira, parada de funcionamento dos rins e lesão nos nervos, além de aumentar consideravelmente o risco de infarto do miocárdio, derrame cerebral e outras doenças cardiovasculares. O controle da hiperglicemia deve ser feito com a ajuda de um endocrinologista.

Obesidade

A obesidade é uma doença crônica que vem sendo encarada como um problema de saúde pública no mundo. Caracterizada pelo acúmulo de gordura no corpo, a doença pode levar ao desenvolvimento de hipertensão arterial, diabetes tipo 2, doenças cardíacas, apneia do sono, entre outros problemas.

O diagnóstico da obesidade é dado a partir do cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC). O tratamento da doença inclui uma mudança na alimentação e nos hábitos de vida, além do uso de medicamentos e a indicação de cirurgia bariátrica, para os casos mais graves. É essencial manter um acompanhamento periódico com o médico.

Alterações do colesterol e triglicerídeos

As alterações do colesterol e dos triglicerídeos são resultado direto dos hábitos de vida inadequados, como o sedentarismo e uma dieta rica em gorduras e açúcar. No entanto, estes problemas também podem ocorrer por herança genética.

A elevação dos níveis de colesterol e triglicerídeos pode levar ao desenvolvimento de doenças cardíacas e arteriais. Por isso, é importante realizar exames periódicos e acompanhamento com o médico endocrinologista, a fim de prevenir ou tratar essas condições.

Doenças das Suprarrenais

As glândulas suprarrenais estão localizadas sobre os rins. Elas são responsáveis pela produção de hormônios relevantes para o organismo, como o cortisol, a adrenalina e a noradrenalina.

As doenças das suprarrenais incluem a Doença de Addison, os tumores, a Síndrome de Cushing, entre outras. O diagnóstico e a indicação do tratamento para estes problemas devem ser feitos pelo médico endocrinologista.

Tumores endócrinos

Os tumores endócrinos podem ter origem no pâncreas, ovários, testículos, entre outros órgãos. As doenças se manifestam a partir de alterações em células especializadas, que passam a se dividir de forma descontrolada.

As células neuroendócrinas são encontradas nas glândulas endócrinas, como as suprarrenais, a tireoide e o pâncreas. O diagnóstico precoce é fundamental para a realização de tratamentos bem-sucedidos.

Doenças da Tireoide e Paratireoides

A tireoide é uma glândula endócrina, responsável pela produção dos hormônios triiodotironina (T3) e tiroxina (T4). Tanto a tireoide quanto as paratireoides podem sofrer alterações, levando ao desenvolvimento de nódulos, inflamações, hipertireoidismo, hipotireoidismo e, até mesmo, tumores.

A avaliação médica dos pacientes com problemas de tireoide exige a realização de uma anamnese, exame físico, ultrassonografia do pescoço e medida do hormônio TSH.

Doenças da Hipófise

A hipófise é uma glândula que fica na região interna do crânio. Ela é responsável pela produção de diversos hormônios importantes para o organismo. Por isso, quando as doenças da hipófise se manifestam é fundamental contar com o apoio de um médico endocrinologista.

Entre as doenças comumente diagnosticadas, é possível citar o tumor hipofisário, a hipersecreção dos hormônios da hipófise, a Doença de Cushing, a hiposecreção hipofisária, entre outras. O diagnóstico destas doenças pode ser feito com exame clínico, exames de imagem e por meio de dosagens hormonais.

Doenças osteometabólicas

As doenças osteometabólicas concentram problemas relacionados ao metabolismo ósseo, como a osteoporose, os distúrbios de mineralização óssea, a doença óssea relacionada à disfunção renal crônica, entre outros. O diagnóstico e o tratamento são feitos pelo médico endocrinologista

Alterações hormonais na mulher

As mulheres passam por alterações hormonais significativas ao longo da vida, principalmente na fase da menopausa. Essas mudanças nos níveis hormonais podem levar ao desenvolvimento de diversos problemas, como ganho ou perda excessiva de peso, síndrome dos ovários policísticos, ausência ou excesso de ciclos menstruais, excesso de pelos, entre outros.

Nestes casos, a consulta, o acompanhamento e o tratamento com um médico endocrinologista são ações altamente recomendadas para o restabelecimento da qualidade de vida da mulher

Perguntas e Respostas

SÍNDROME DE CUSHING

O que é Sindrome de Cushing, quais os sintomas e como é causada a doença?

A Síndrome de Cushing é um conjunto de sinais e sintomas causados diretamente pelo excesso de cortisol, um hormônio produzido pelas glândulas suprarrenais (também conhecidas como adrenais).

Estabelecer o diagnóstico nem sempre é tão simples, pois muitos sinais e sintomas não são específicos da síndrome e podem ocorrer também em diversas outras condições. Os principais sintomas são: ganho de peso, pele fina, aparecimento de manchas roxas na pele (devido à fragilidade dos vasos), estrias grandes arroxeadas, aumento de pelos em mulheres, acne e pele oleosa, fraqueza muscular, predisposição a fraturas, diabetes, pressão alta e problemas cardíacos, alterações do humor (tais como depressão e irritabilidade), predisposição a infecções e risco aumentado de trombose.

A doença pode ser causada por uma série de medicações, tais como uso de medicamentos que contenham corticosteroides para tratamento de alguma condição como asma brônquica ou artrite, por exemplo. A chamada Síndrome de Cushing exógena (quando causada por uso de medicamentos) é a principal causa desta condição. Mais raramente, o próprio organismo pode adquirir um defeito em que a glândula hipófise (adenomas são formados) ou outras regiões do corpo (ex: tumores de pulmão, pâncreas) passam a produzir um hormônio (ACTH) que estimula a produção excessiva de cortisol pelas suprarrenais. Menos frequente ainda é quando uma ou as duas suprarrenais desenvolvem alterações (adenoma ou hiperplasia) que levam ao excesso de cortisol.

Quais são os hábitos no dia a dia que elevam os riscos da doença? Atualmente, é prevalente na população?

A causa mais frequente ocorre quando o paciente por algum motivo precisa fazer uso de medicamentos que contenham corticosteroides. Não há nenhum hábito que predisponha ao próprio organismo desenvolver alterações na hipófise ou suprarrenais que leve ao desenvolvimento da Síndrome de Cushing. É importante ressaltar que pessoas muito estressadas, portadores de depressão ou usuários pesados de álcool podem vir a desenvolver alguns sinais e sintomas que lembram a síndrome, mas normalmente não o quadro clínico completo. A Síndrome de Cushing causada por uso de medicamentos é relativamente comum e facilmente diagnosticada por meio de uma boa história clínica. Já a Síndrome de Cushing endógena é bastante rara.

Quais os motivos que mulheres, portadores de diabetes e obesos são mais propensos ao desenvolvimento da doença?

Mulheres são de três a oito vezes mais acometidas pela Síndrome de Cushing, sendo as razões para isso desconhecidas até o momento. Pacientes diabéticos e obesos não são mais propensos ao desenvolvimento da doença, de um modo geral. O que ocorre é que essas alterações (diabetes e obesidade) são muito prevalentes em pacientes com Síndrome de Cushing. Ou seja, a síndrome é a causa desses achados, e não a consequência.

Quais são os sintomas físicos da doença?

Já respondido acima.

CRESCIMENTO DE PELOS

O que pode causar o hirsutismo?

Hirsutismo é o termo médico utilizado para excesso de pelos nas mulheres. Esses pelos, por definição, são escuros e grossos e crescem em lugares onde normalmente só crescem em homens, incluindo a região do bigode, queixo, face, tórax, costas e região superior do abdome. Muitas mulheres tem maior quantidade de pelos corporais sem constituir necessariamente um problema de saúde, devido a uma predisposição genética familiar. Outras podem desenvolver o problema porque passam a produzir excesso de hormônios masculinos (conhecidos como andrógenos, sendo a testosterona o mais importante deles). A causa mais comum de excesso de andrógenos em mulheres é a chamada síndrome dos ovários policísticos. Esta condição também causa atraso ou interrupção da menstruação, ganho de peso, acne, dentre outros.

Quando a mulher deve ficar alerta em relação ao crescimento de pelos?

O hirsutismo normalmente costuma gerar preocupações estéticas, mas as mulheres devem ficam mais alertas quando houver outros sintomas associados, tais como: irregularidade da menstruação (ciclos espaçados ou ausentes), presença de acne e pele oleosa, ganho de peso, queda de cabelo e aumento da massa muscular. Aparecimento súbito de pelos ou piora rápida são sinais de alerta importantes, pois podem sugerir alguma condição mais grave como causa do problema, como tumores originados nas suprarrenais ou nos ovários.

Mulheres que sofrem por excesso de pelos no corpo podem recorrer ao tratamento. Qual seria?

O tratamento depende da causa do hirsutismo e do grau de gravidade do mesmo. Mulheres diagnosticadas com síndrome de ovários policísticos, caso estejam com sobrepeso ou obesidade, se beneficiam da perda de peso. Pílulas anticoncepcionais e outros medicamentos contendo substâncias que bloqueiam a ação dos hormônios masculinos também são comumente empregados nesses casos. Uma série de tratamentos estéticos/cosméticos realizados por um dermatologista também podem ser empregados visando melhora do problema, tais como: depilação química, mecânica ou a laser, branqueamento dos pelos, uso de cremes que retardam o crescimento de pelos no rosto, e o uso de um procedimento conhecido como eletrólise.

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